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VACINAÇÃO COVID-19: JANSSEN (Johnson & Johnson)

Autor*: Vitor Yukio Ninomiya

Com mais uma vacina chegando ao  Brasil, aos poucos vamos reduzindo as chances do coronavírus de se espalhar e contabilizar mais vítimas. No início deste ano, a compra de 38 milhões de doses da vacina Janssen já havia sido confirmada, mas a antecipação dos imunizantes certamente foi muito bem recebida. O destaque, no entanto, do imunizante “Ad26.COV2.S”,

popularmente conhecida como a vacina Janssen (da norte-americana Johnson & Johnson), se dá pela sua aplicação favorável em cenários como a pandemia: a imunização ocorre com apenas umadose e pode ser armazenada em temperaturas de fácil transporte (2 a 8ºC).

Quer saber mais detalhes sobre segurança, eficácia e como ela ajuda na prevenção contra a covid-19? Confira essas informações e muito mais no texto abaixo!

Segurança e eficácia da vacina

Assim como os demais imunizantes (Coronavac, AstraZeneca/Oxford e Comirnaty/Pfizer), a vacina da Janssen foi aprovada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, portanto, apresenta resultados garantidos quanto a sua eficácia na imunização contra a COVID-19, sem oferecer riscos à saúde pela sua comprovada segurança em sua aplicação.

Quando falamos na seguraça de uma vacina, o objetivo é garantir que a vacina não traga riscos à saúde. Por isso, a segurança da vacina é avaliada durante toda a fase clínica do estudo, principalmente em sua primeira fase, onde o número de participantes é reduzido.

De acordo com os estudos clínicos publicados pela Janssen sobre a vacina Ad26.COV2.S, verificou-se a eficácia global de 66,9% na prevenção contra a COVID-19, após 14 dias da aplicação do imunizante. No estudo, também verificou-se que nenhum dos pacientes imunizados necessitaram de hospitalização, apresentando eficácia ainda maior na prevenção de casos graves.

A eficácia da vacina indica a capacidade do imunizante em conferir proteção imunológica a um determinado agente, no caso, o vírus SARS-CoV-2. O termo é utilizado quando falamos da fase 3 dos ensaios clínicos, ou seja, para fazer referência ao percentual de pessoas vacinadas, nas condições controladas do estudo, que adquiriram imunidade ao vírus.

 

Como a vacina da Pfizer atua no organismo?

Assim como o imunizante da AstraZeneca/Oxford, a vacina da Janssen também utiliza o chamado “vetor viral” como forma de criar a imunidade.

Relembre aqui como a Coronavac e o imunizante da AstraZeneca/Oxford atuam no organismo.

Relembre aqui como a “Comirnaty” (Pfizer-BioNTech) atua no organismo.

Você se lembra? O coronavírus recebeu esse nome devido a presença de proteínas (“spike”) em sua superfície, que o envolvem dando um aspecto de coroa.

A vacina Janssen utiliza uma tecnologia biomolecular baseada no chamado “vetor viral”, que consiste na utilização de um vírus modificado para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o novo coronavírus. Durante o processo de fabricação da vacina, uma espécie de vírus "enfraquecido" (adenovírus tipo 26 humano não replicante - Ad26), após ser modificado para não se multiplicar (tornando-o não replicante), carrega parte do material genético do SARS-CoV-2 responsável pela produção de uma proteína (proteína S - “Spike”) que auxilia o vírus da COVID-19 a invadir as células humanas. Assim, após a vacinação, o adenovírus começa a produzir essa proteína Spike, ensinando o sistema imunológico humano que toda partícula com essa proteína deve ser destruída. Assim, após a imunização adequada (14 dias após a dose única) o nosso sistema imunológico torna-se capaz de reconhecer e atacar rapidamente o coronavírus, caso seja infectado.

A imunização feita com a vacina Janssen ocorre com apenas uma dose, pois verificou-se a obtenção de eficácia suficiente ao uso emergencial na atual pandemia.

 

Orientaçõs sobre a nova vacina

Quais são as indicações da vacina? 

A vacina da Janssen está indicada para toda a população, a partir dos 18 (dezoito) anos, para prevenir a doença COVID-19 provocada pelo vírus SARS-CoV-2.

 

Quando não devo vacinar?

  • Pessoas com hipersensibilidade a algum de seus componentes;

Antes de receber a vacina, informe sobre sua condição médica:

  • Qualquer tipo de alergia;
  • Febre ou alguma doença em atividade;
  • Presença de disfunções hemorrágicas ou em uso de anticoagulante;
  • Comprometimento imunológico ou em terapia de imunossupressão;
  • Pessoas em tratamento contra o câncer;
  • Gestantes ou que planejam engravidar;
  • Amamentação.

Quais os possíveis efeitos adversos da vacina?

  • Reações locais: dor, vermelhidão e inchaço;
  • Reações gerais: fadiga, dor de cabeça, dores musculares, febre, calafrios e náuseas.
  • Reações raras que necessitam de acompanhamento médico: 
    • Reação alérgica grave (principais sinais: dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou garganta, batimentos cardíacos acelerados, manchas na pele espalhadas pelo corpo, tontura e fraqueza);
    • Trombose (principais sinais: falta de ar, dores no peito, inchaço nas pernas, dores abdominais contínuas, dores fortes e contínuas de cabeça ou visão embaçada, hematomas ou pequenas marcas de sangue sob a pele na região da injeção).

Após receber a vacina quando estarei imunizado(a)?

Após 14 (quatorze) dias da dose única.

 

A vacina e a eficácia contra as variantes

A vacina da Janssen também é eficaz contra as variantes do coronavírus?

Apesar de alguns estudos indicarem a eficácia, ainda que reduzida, quanto a proteção contra as variantes B.1.351 (África do Sul), B.1.1.7 (Reino Unido) e P.1 (Manaus, Brasil), diversos pesquisas ainda estão em andamento, sobretudo em relação a B.1.617 (variante indiana).

Após receber a vacina, estou completamente imune à COVID-19?

Infelizmente, essa pergunta ainda persiste no mundo todo e, por conta disso, não devemos deixar de manter os cuidados habituais de prevenção (máscara, higienização das mãos com álcool em gel ou água e sabão, desinfecção de superfícies e distanciamento social). Dentre os diversos fatores que impossibilitam que façamos qualquer afirmação sobre a persistência dessa imunidade, vale a pena destacar a principal delas: as vacinas são altamente específicas à doença, ou seja, a cada nova mutação do coronavírus, novos estudos devem ser iniciados para a verificação da eficácia do imunizante sobre a nova variante. Sendo assim, a cada nova mutação, há um novo risco de desenvolver a doença, até mesmo de maneira mais grave e até letal, mesmo estando vacinado.

 
 

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