Saúde analisa impacto de isolamento social no controle à covid-19 em Minas

Secretário de Saúde destaca que as diversas ações de prevenção impactam nos indicadores de controle da doença

Crédito: Gil LeonardiO isolamento social é uma das principais medidas de prevenção à covid-19. Incentivando a medida em todo o estado, o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, explicou a diferença conceitual que sobre o isolamento ainda no início da epidemia, em março, e atualmente.

De acordo Amaral, desde o primeiro mês de disseminação do vírus, foi de extremamente importante que as pessoas ficassem em casa, porque ainda não havia um conhecimento do ponto de vista global sobre os cuidados necessários para evitar a transmissão. Hoje, mesmo com mais informações, ainda há necessidade do isolamento para conter a disseminação do vírus.

“O uso de máscara ainda não era uma prática habitual, assim como o uso de álcool gel e o distanciamento para evitar contato próximo. Hoje, quando falamos sobre isolamento, temos que somar à ideia de um grupo grande de pessoas em casa, às demais medidas de autoproteção. Esse somatório é que efetivamente irá repercutir na redução dos casos”, explica o secretário.

A taxa de isolamento em Minas Gerais está, atualmente, numa média de 34,5%. Nesse contexto, Amaral destaca que, embora o número pudesse ser maior, também é preciso considerar as demais ações de prevenção que apresentam certo nível de equivalência ao isolamento, repercutindo também nos indicadores, a exemplo da taxa de transmissão e da demanda por leitos.

Taxa de ocupação

Atualmente, Minas Gerais conta com 20.838 leitos de enfermaria e a taxa de ocupação está em 58,52 %, correspondendo a 8.643 leitos livres no estado. Quanto aos leitos de UTI, são 3.750 leitos, com ocupação de 66,67%. Esse valor corresponde a 1.249 leitos de UTI livres no estado.

Sobre a ocupação de leitos, o secretário de Saúde pontua que há cerca de 15 dias são observadas pequenas flutuações, sem grandes alterações. Do ponto de vista da epidemia como um todo, também se mantém uma tendência à estabilidade, seja na positividade dos exames, seja o número de diagnósticos.

“Minas continua sendo o estado com menor número de óbitos por 100 mil habitantes em todo o Brasil. Isso não é motivo para comemorar, pois, quando falamos em óbito, entendemos que é algo que não deveria ter acontecido. Ainda assim, as condutas adotadas e o engajamento da população têm trazido resultados efetivos para o estado”, destaca o secretário de Estado de Saúde.

Minas Consciente

Como forma de aprimorar o combate à covid-19 em Minas Gerais, o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, apresentou o balanço atualizado do plano Minas Consciente, que passou por mudanças para facilitar a orientação das prefeituras em relação às ondas orientativas para macro e microrregiões do estado.

De acordo com o Passalio, até o momento, 412 municípios aderiram formalmente ao plano, o que representa mais de 10 milhões de mineiros impactados. As macrorregiões que apresentam maior adesão são a Centro Sul, Sudeste, Leste e Noroeste.

“O estado fez um plano buscando alcançar o maior número de municípios, mas sempre respeitando a soberania e a capacidade de reflexão e decisão de cada prefeito”, destacou o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico.

Por: Jornalismo SES-MG
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