Veja o que fazer se tiver sintomas de coronavírus!

Autores*: Larissa Maria Soares Avelar, Gabriella Yuka Shiomatsu, Ricardo Tadeu de Carvalho

Você sabe o que fazer se tiver sintomas de coronavírus? Em primeiro lugar, devemos deixar claro que o novo coronavírus — também chamado de SARS-CoV-2 — é o microrganismo que causa a doença que chamamos de covid-19. Desse modo, o mais correto é dizer que são sintomas de covid-19 (a doença) em vez do vírus que a causa.

A situação atual de pandemia tem gerado muitas dúvidas. O medo de ir aos serviços de saúde e se expor ao vírus pode deixar muitas pessoas com sintomas graves em casa. Assim, elas não terão o tratamento correto para se recuperar adequadamente.

Para entendermos melhor o que fazer se tivermos sintomas da covid-19, vamos explicar as características das formas leves (Síndrome Gripal) e das graves (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Ficou interessado? Acompanhe!

O que fazer se tiver sintomas de coronavírus?

Os sintomas da infecção pelo novo coronavírus geralmente são semelhantes a infecções respiratórias comuns, como resfriados, gripes e sinusite. No entanto, podem complicar para um quadro mais grave. Nesse sentido, podemos dividí-los em:

Sintomas leves

A forma leve é conhecida como Síndrome Gripal. De acordo com a Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais, os sintomas leves são:

  • febre (temperatura axilar > 37,8ºC) ou sensação febril;
  • calafrios;
  • tosse; 
  • dor de garganta;
  • dor de cabeça;
  • congestão nasal (coriza); 
  • problemas no olfato ou no paladar.

Como saber se estou com coronavírus: a tosse apresentada pela imagem é um dos sintomas

Sintomas graves

A forma grave é conhecida como Síndrome Respiratória Aguda Grave, pois a vida do paciente pode ficar em risco em um curto período de tempo. De acordo com a Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais, os sintomas são de uma pessoa com sintomas leves que também apresente:

  • dificuldade intensa para respirar ou desconforto respiratório; 
  • pressão duradoura no peito;
  • saturação de oxigênio no sangue < 95%;
  • coloração azulada na região dos lábios ou do rosto (cianose).

Mas afinal, quem deve permanecer em casa mesmo com sintomas?

A maioria dos pacientes apresenta sintomas leves, sem necessidade de internação hospitalar ou avaliação médica presencial. Isso porque ainda não existe um tratamento com eficácia comprovada e os casos leves costumam ser autolimitados — ou seja, evoluem naturalmente para a cura da infecção. Nessas pessoas, o deslocamento ao médico pode apresentar um risco tanto ao paciente quanto às pessoas à sua volta.

Diante disso, pessoas com sintomas leves e que não fazem parte de grupo de risco, devem permanecer em isolamento domiciliar. Se estiver inseguro, você pode procurar uma consulta virtual. Em Minas Gerais, existe o programa Saúde Digital

Saúde Digital é o aplicativo de telemedicina do Governo de Minas Gerais

Medidas importantes para o isolamento domiciliar

Para evitar o contágio e aliviar os sintomas dentro de casa, existem algumas recomendações importantes:

  • cuidados pessoais: procure se hidratar com frequência; tome água, sucos e chás. Tenha uma alimentação saudável e leve, rica em frutas, legumes e verduras. Permaneça em repouso e observe a evolução dos sintomas, sempre atento àqueles considerados graves;  
  • isolamento domiciliar: permaneça em casa por 10 dias, a contar do início dos sintomas, ou até melhora do quadro. O isolamento deve ser feito preferencialmente em um quarto isolado, com porta fechada, janela aberta, sem compartilhar objetos e cômodos com outras pessoas. Se for necessária uma consulta médica ou dividir ambientes com pessoas sem sintomas, deve-se utilizar máscara facial; 
  • higiene: lave as mãos frequentemente ou utilize álcool em gel. Sempre que espirrar ou tossir, utilize um lenço de papel, descarte-o e lave as mãos. Evite mexer nos olhos, nariz e boca se outras pessoas estiverem próximas;
  • limpeza do ambiente: limpe e desinfecte objetos de uso comum com álcool 70% ou água sanitária. O lixo de pessoas com sintomas precisa ser separado e descartado com frequência.

E quem deve ser atendido por um profissional da saúde?   

Pessoas com sintomas graves devem sempre procurar atendimento médico. Além disso, algumas pessoas têm maior predisposição para desenvolver formas graves da covid-19, denominadas de grupo de risco:

  • idosos acima de 60 anos;
  • grávidas ou mulheres que tiveram o parto há menos de 2 semanas;
  • crianças menores de 5 anos;
  • indígenas e/ou população aldeada;
  • portadores de doenças pulmonares e de tuberculose;
  • portadores de doenças metabólicas e cardiovasculares;
  • obesos (IMC acima de 40);
  • imunossuprimidos ou em tratamento oncológico;
  • pacientes com distúrbios do desenvolvimento ou com doenças cromossômicas;
  • portadores de doenças nos rins, no fígado ou do sangue.

Essas pessoas devem sempre ser avaliadas por um profissional de saúde, mesmo apresentando sintomas leves!

Quando devo procurar a emergência?

Pessoas com sintomas de gravidade devem ser atendidas na emergência, preferencialmente em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital. Devemos estar sempre atentos ao desenvolvimento desse quadro nas pessoas que começaram com sintomas leves!

Esperamos que agora você se sinta mais seguro e saiba o que fazer se tiver sintomas da covid-19! A informação é sempre importante para tomar a decisão mais correta. Por isso, fique atento aos canais da SES-MG.

 

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*Esse texto foi desenvolvido pela parceria da SES-MG com o projeto Adote sua Vizinhança em Tempos de covid-19 da Universidade Federal de Minas Gerais. 

Este texto foi redigido conforme as evidências disponíveis até 14/07/2020.

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